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McLaren 750S tem encontro marcado com o ‘cemitério’ dos superdesportivos em 2027

Francisco Laranjeira

A decisão foi anunciada pela fabricante e divulgada pela ‘Car and Driver’, que recorda a importância do 750S na evolução dos superdesportivos de motor central da McLaren

A McLaren confirmou que vai terminar a produção do 750S em 2027, colocando um ponto final na carreira de um dos seus superdesportivos mais impressionantes. O modelo, capaz de acelerar dos 0 aos 100 km/h em pouco mais de dois segundos, continua disponível para encomenda, mas os interessados terão de se apressar antes de a marca britânica encerrar definitivamente a produção.

A decisão foi anunciada pela fabricante e divulgada pela ‘Car and Driver’, que recorda a importância do 750S na evolução dos superdesportivos de motor central da McLaren.

O desaparecimento do modelo representa também o fim de uma linhagem iniciada com o 720S, apresentado em 2017, que ajudou a consolidar a reputação da marca entre os fabricantes de automóveis de elevadas prestações.

Um V8 de 750 cv que fez história

Apresentado para o ano-modelo de 2024, o McLaren 750S sucedeu ao 720S, introduzindo alterações em cerca de 30% dos componentes.

O motor V8 biturbo de 4,0 litros passou a desenvolver aproximadamente 750 cv, mantendo a tração exclusivamente traseira e uma construção concebida para reduzir o peso.

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Nos testes realizados pela ‘Car and Driver’, o 750S acelerou dos 0 aos 96 km/h em apenas 2,3 segundos, um resultado que lhe permitiu tornar-se, na altura, o automóvel de tração traseira com a aceleração mais rápida alguma vez registada pela publicação.

O recorde acabaria por ser ultrapassado pelo Chevrolet Corvette ZR1, mas o desempenho do McLaren continuou a colocá-lo entre os superdesportivos mais rápidos da sua categoria.

A evolução face ao 720S não se limitou à potência. A McLaren introduziu alterações na estrutura, na aerodinâmica e na redução de peso, procurando tornar o automóvel ainda mais eficaz em estrada e em circuito.

O adeus chega com uma versão ainda mais radical

Antes de terminar a produção, a McLaren prepara uma despedida especial com o 788HS, uma edição limitada que representa a evolução mais extrema desta família.

O modelo desenvolve cerca de 788 cv e incorpora soluções aerodinâmicas inspiradas na Fórmula 1, além de componentes mais leves para melhorar o desempenho.

Trata-se de uma versão concebida para levar ainda mais longe a filosofia que tornou o 750S uma referência entre os superdesportivos de motor central.

Sucessor poderá trocar o V8 por um V6 híbrido

Embora a McLaren ainda não tenha anunciado oficialmente um sucessor direto do 750S, existem indicações de que a marca está a desenvolver um novo coupé de motor central.

Segundo a ‘Car and Driver’, o futuro modelo poderá posicionar-se entre o Artura, o desportivo híbrido de entrada na gama, e o atual 750S.

A grande novidade poderá estar debaixo da carroçaria: em vez do tradicional V8 biturbo, o novo automóvel deverá utilizar um sistema híbrido baseado num motor V6 biturbo, com uma potência combinada próxima dos 810 cv.

O preço estimado ronda os 315 mil dólares, aproximadamente 270 mil euros, dependendo da taxa de câmbio, e a apresentação poderá acontecer já em 2027.

Para já, estes dados permanecem no campo das informações não confirmadas pela fabricante.

A despedida do 750S assinala, assim, mais do que o desaparecimento de um modelo. Pode representar mais um passo na transição da McLaren para uma geração de superdesportivos em que a eletrificação será utilizada não apenas para reduzir emissões, mas também para alcançar níveis de desempenho ainda mais elevados.